Terzi
Algumas pessoas escondem seus segredos em gavetas.
Peyami os costura.

Terzi é uma daquelas histórias em que nada está onde deveria estar. A elegância é bonita demais para ser inocente. O silêncio é frequente demais para ser paz. E cada pessoa parece vestir uma versão de si mesma feita sob medida para esconder aquilo que não pode ser revelado.
No centro da trama está Peyami Dokumacı, um alfaiate famoso, talentoso, admirado, herdeiro de um nome importante e de uma arte que transforma tecido em imagem, aparência em poder, medida em identidade.
Só que Peyami entende de roupas.
Não de si mesmo.
Depois da morte do avô, ele retorna a Istambul carregando um segredo que sempre tentou manter longe dos olhos do mundo: seu pai, Mustafa, um homem adulto com comportamento infantilizado, tratado pela família como uma verdade incômoda demais para existir em público.
E então surge Esvet.
Ou melhor: Firuze.
A noiva fugitiva de Dimitri, melhor amigo de Peyami, entra naquela casa sob outra identidade, tentando escapar de um casamento abusivo e de um destino que não escolheu.
A partir daí, Terzi deixa de ser apenas uma história sobre segredos.
Vira uma história sobre máscaras.
Quem somos quando ninguém vê?
Quem fingimos ser para sobreviver?
E até quando uma mentira bem costurada aguenta sem rasgar?
