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Eşref Rüya

Alguns homens constroem impérios.
Eşref construiu um em cima de uma ausência.

Antes de ser temido, antes de ser poderoso, antes de se tornar um nome que pesa no submundo, Eşref Tek foi apenas um menino marcado por uma lembrança. Uma garota vista de longe. Um sentimento que nem teve tempo de se tornar história, mas que se transformou em obsessão, ideal, promessa e ferida.

Ele a chamou de Rüya.

Sonho.

E talvez esse tenha sido o primeiro erro.

Porque sonhos, quando sobrevivem por tempo demais, deixam de ser delicados. Viram prisão. Viram medida impossível. Viram uma ausência tão grande que tudo na vida passa a ser construído ao redor dela.

Eşref cresceu procurando esse sonho.

Mas, no caminho, tornou-se outra coisa.

Um homem poderoso. Frio quando precisa. Estratégico quando convém. Cercado por lealdade, medo, dívidas e inimigos. Um homem que aprendeu a comandar um mundo onde fraqueza custa caro e confiança pode ser uma sentença.

Só que a vida, essa roteirista sem controle de danos, coloca Nisan diante dele.

Cantora. Idealista. Sensível. Forte. Uma mulher que parece surgir como luz em um mundo cheio de sombras.

Eşref não sabe, no início, que Nisan é também a Rüya que ele passou a vida procurando.

Também não sabe que ela carrega outro segredo: sua ligação com a polícia.

Ou seja: ele se apaixona pela mulher que sempre buscou… e pela pessoa que pode destruí-lo.

Parabéns ao destino, esse canalha com excelente senso dramático.

Eşref Rüya é uma história sobre amor, mas não um amor limpo. É amor atravessado por crime, segredo, culpa, lealdade, traição e poder. É sobre um homem que passou a vida procurando um sonho e descobre, tarde demais, que talvez sonhos também mintam. Ou pior: talvez sonhos sejam reais demais para caber na fantasia que criamos.

Aqui, o romance não nasce como abrigo.

Nasce como risco.

E quando Eşref percebe isso, já não está apenas procurando Rüya.

Está tentando sobreviver a ela.

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