Üç Gün
Três Dias

Elya tem sonhos grandes demais para caberem na vida que tentam escolher por ela.
Morando em Izmir, formada em gastronomia e com vontade de construir uma carreira de verdade, ela deseja seguir seu próprio caminho: estudar, trabalhar, crescer e conquistar independência. Só que, como toda boa protagonista cercada por expectativas familiares, Elya também precisa lidar com a pressão da mãe, que enxerga o casamento como uma espécie de plano de estabilidade, seguro de vida emocional e previdência privada com aliança no dedo. Um projeto belíssimo, se estivéssemos em 1890.
Mas Elya quer mais. Quer futuro. Quer profissão. Quer amor, sim, mas não como sentença. Ela quer escolher.
Quando surge uma oportunidade de trabalho em Istambul, a cidade que sempre parece chamar quem precisa se reinventar, Elya toma uma decisão impulsiva: viajar até lá. E não vai apenas pela carreira. Ela também acredita que chegou a hora de transformar em realidade o romance que vinha vivendo pelas redes sociais com Semih, o homem por quem se apaixonou à distância.
A premissa parece simples: uma jovem vai a Istambul atrás de trabalho, amor e uma nova vida. Mas Üç Gün — Três Dias brinca justamente com a diferença cruel entre expectativa e realidade. Porque uma coisa é imaginar encontros perfeitos, mensagens cheias de promessa e um futuro bonito. Outra é desembarcar na cidade grande e descobrir que o coração, infelizmente, não vem com manual de instruções, garantia estendida ou política de devolução.
Em apenas três dias, Elya se vê diante de escolhas, confusões, descobertas e sentimentos que colocam em xeque tudo o que ela pensava querer. A viagem vira uma pequena revolução pessoal. Entre romance, humor e choque de realidade, ela precisa entender se está correndo atrás de um amor verdadeiro, de uma fantasia bem editada pela internet ou de uma versão de si mesma que ainda não teve coragem de assumir.
Üç Gün — Três Dias é uma comédia romântica leve, atual e cheia de identificação, especialmente para quem já acreditou demais em uma conversa bonita, projetou um destino inteiro em cima de algumas mensagens e depois teve que negociar com a realidade, essa entidade grosseira e sem qualquer senso estético.
É um filme sobre amor, mas também sobre autonomia. Sobre sair de casa, enfrentar a pressão familiar, escolher a própria vida e descobrir que, às vezes, três dias bastam para bagunçar tudo. Ou para colocar tudo no lugar.
